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Saiba os assuntos debatidos na Tribuna Livre do mês de março

quarta-feira, 4 Março, 2020 - 16:42

No mês de março, a Tribuna Livre da Câmara desta terça-feira (03/03) foi marcado por três assuntos que envolvem a cultura da Capital. Um deles foi justamente um balanço de uma das festas mais populares do país, nosso Carnaval em 2020, além da inclusão social e econômica para permitir a recuperação dos moradores de rua da cidade e, também, um movimento que busca apoio para a mudança do nome da Capital para o seu apelido mais famoso.

O primeiro a fazer uso da palavra foi o coordenador do “Movimento é Floripa”, José Braz da Silveira, que trouxe a discussão sobre a inquietude, como ele mesmo diz, em debater com a sociedade a mudança do nome da cidade de Florianópolis para Floripa. A reclamação principal é pelo nome da cidade ser uma homenagem feita há 126 anos ao general Floriano Peixoto, primeiro vice-presidente e segundo presidente do Brasil após a proclamação da república em 1889. O movimento apresenta como justifica uma pesquisa realizada pelos próprios que teria indicado que 82 pessoas a cada 100 seriam favoráveis à alteração do nome.

“O nosso movimento surgiu em 16 de dezembro de 2019. O primeiro ato público teria que ser na Câmara em respeito ao Poder Legislativo da Capital. É uma tarefa muito difícil, mas o momento mais apropriado para fazer um plebiscito seria em 2022 e não nas eleições municipais deste ano. Peço apoio aos vereadores para esse movimento em fazer valer essa proposta da troca do nome da cidade,” disse José Braz. 

Outro tema debatido na tarde de terça-feira, foi o trabalho realizado pela “Rede de Inserção da Rua - RIR”, grupo de pessoas que buscam a inclusão social de pessoas em situação de rua.  José Eduardo de Oliveira, hoje com 50 anos, é ex-morador de rua e hoje atua junto à rede para ajudar outras pessoas que passam pela mesma situação. Ele viveu durante oito meses na rua, após enfrentar problemas com o jogo, mas conseguiu se reerguer e hoje é servidor no gabinete de um dos vereadores.

José destacou que esse problema não é uma situação única da Capital, mas que os problemas são iguais em todos os cantos do Brasil e que na temporada o número chega a triplicar na cidade. “Em 2018, fui convidado a fazer parte do movimento e, por meio dele, um grupo de mais de 90 pessoas já foram retiradas das ruas. Temos que respeitar e aprimorar essa política pública. E diminuir essa distância com o Legislativo,” afirma o representante da RIR.

Aproveitando o tema do carnaval e os questionamentos da população nas redes sociais sobre o modelo do Carnaval em parceria público-privada, e pela transparência das ações, o Secretário Municipal de Cultura, Esporte e Juventude na Prefeitura Municipal de Florianópolis, Ed Pereira foi o último a utilizar o espaço.

Ed falou do relacionamento entre a Liga das Escolas de Samba e a prefeitura municipal, o formato desse novo carnaval que a cidade está realizando há dois anos com apoio da iniciativa privada. No formato antigo, de acordo com Ed, sempre havia indecisão sobre se haveria recursos para as escolas desfilarem e também para custear toda a estrutura do Carnaval (tenda, banheiros, segurança, gerador, som e outros), situação em que o gasto chegava a R$ 1,5 milhão. 

“Antes os ingressos só de cortesia chegavam a ser  80% a 90% e o camarote Nega Tide também era a mesma coisa, querendo ou não. Essa era uma receita que é para fechar a conta. Nós, com a Liga das Escolas de Samba de Florianópolis, resolvemos criar uma licitação onde uma empresa pudesse cuidar da exploração comercial, produtos, ingressos dentro da passarela, e a prefeitura fazer o seu papel que é cuidar do Carnaval durante o ano todo”, disse o secretário. 

O secretário finalizou dizendo que o carnaval de Florianópolis vem crescendo e  concorre a um prêmio como modelo do Carnaval para o Brasil, em encontro que acontece nacionalmente no fim do ano com as demais Ligas. Ele destacou também que tem uma agenda marcada com o SEBRAE para buscar viabilidade econômica para a criação da Cidade do Samba. Sobre o desfile das Campeãs, que esse ano não aconteceu na Passarela Nego Quirido, ele ressalta a solução encontrada.

 “Hoje a gente entende e percebe o calor da emoção, que não tem como não ter o desfile das Campeãs. Mas o desfile pode ser nos moldes que a Coloninha apresentou na Beira-Mar Continental. Independente da escola vencedora, não precisa ter um investimento tão alto, pode-se ter um bom trio elétrico fazendo a festa. Vamos dialogar e voltar a fazer o desfile das campeãs.”