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Secretária de Assistência Social do Município destaca as ações e o trabalho conjunto realizado para garantir a proteção social no combate ao coronavírus

quarta-feira, 15 Abril, 2020 - 14:30

Debater sobre a atuação da política municipal de Assistência Social em tempos de pandemia do Covid-19 na capital foi o debate na tarde desta terça-feira (14), na sessão da Câmara de Florianópolis com a secretária da pasta, Maria Cláudia Goulart. Maria Cláudia respondeu com transparência sobre o trabalho que vem desenvolvendo à frente da secretaria. Durante as quatro horas de sessão, os vereadores conseguiram esclarecer diversas dúvidas, não só dos parlamentares, mas também da população da cidade neste momento de crise.

O vereador Guilherme Pereira (PSC) perguntou quantas cestas básicas já haviam sido entregues e quais comunidades foram atendidas até o momento. A secretária de Assistência Social do município informou que mais 3 de mil cestas foram entregues em todas as regiões e que ainda existe um roteiro para entrega de mais 4 mil cestas básicas. Os bairro que mais receberam foram Saco Grande, Centro e Ingleses. (Descrição na imagem abaixo).

“Temos um roteiro para atender mais 4 mil famílias e continuar fazendo o gráfico mapeando as entregas. Podemos observar que tem bairros que precisam de muito mais, do que foi entregue naquela região. Mas isso não acontece pelas ações pontuais realizadas que não estão registradas de forma correta. É importante todos trabalharem juntos, ao invés de atender pontualmente, mas ter o registro dessa famílias atendidas e assim atender o número de famílias possíveis sem duplicidade. Para que elas não tenham acesso só a alimentação, mas ter acesso a uma proteção social,” destaca Maria Claudia ao informar que essas pessoas precisam de proteção social, que o trabalho desenvolvido por eles não se resume somente aos benefícios,mas tirar dúvidas e garantir os direitos sociais delas. 

A secretária destaca que a prefeitura de Florianópolis, desde do início da pandemia, abriu uma sala de situação e a secretaria faz parte, desde a elaboração dos primeiros decretos decretos e até da tomada de decisões das ações em toda a cidade. Segundo Maria Cláudia, a pasta já vem realizando ao longo desses anos um trabalho efetivo de proteção social, porém a pandemia aumentou muito a procura e até pessoas que anteriormente não buscavam a assistência social começaram a demandar dessas políticas públicas.

Atualmente 34 mil famílias fazem parte do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), 1.223 autônomos sem renda cadastrados neste período e 2.757 crianças beneficiadas com o cartão-merenda, além das pessoas em situação de rua. “Todas ações têm sido no sentido de ampliar as capacidades de proteção social, atender aqueles que mais precisam, desde das pessoas em situação de rua, que tivemos um aumento crescente e ampliação do atendimento na passarela da cidadania, até os abrigos com atendimento ininterrupto e as pessoas que estão em acolhimentos e uma série de demandas que surgiram nesse período da pandemia,” destaca a secretária.

Diante da procura por informações e questionamentos da população para tirar dúvidas de alguns serviços prestados neste momento da pandemia na Capital, o presidente da CMF, Fábio Braga (PSD) perguntou sobre o cartão alimentação dos autônomos quanto a adesão desses profissionais. Ela respondeu que foram selecionados da base de dados do Cadastro Único.

“Lá é a base de dados oficial do Governo Federal desses profissionais, que lá se declararam quando fizeram o cadastro e recebem o bolsa família. Para esses já foi disponibilizado um saldo de R$100 reais para que possam realizar as compras próximo da sua residência e aqueles que por ventura tiverem algum problema procurar os canais de atendimento da prefeitura.”

O vereador Dalmo Meneses (DEM) perguntou sobre o encaminhamento das cestas básicas às famílias que muitas vezes não estão inseridas em nenhum programa de assistência do município ou do estado. Pessoas que muitas vezes vêm de outro estado e encontram-se hoje sem emprego, e acabam buscando os vereadores para pedir auxílio.

“Esse é um risco que estamos sujeitos caso a gente se não fortaleça e efetive as políticas públicas social. O caminho é o CRAS, ele  é a porta de entrada política pública de assistência. Hoje temos dez centro de referências no municípios, ampliamos o atendimento por telefone, e-mail e redes sociais. Oriento que encaminhe sempre para o CRAS lá nós temos servidores extremamente qualificados, assistentes sociais, psicólogos, educadores sociais, técnicos administrativos que tem as informações necessárias. O nosso interesse é fazer um roteiro e um formulário de entrega, ali nós temos quatro critérios para identificar as famílias”, enfatizou a secretária.

Sobre as pessoas em situação de rua, existem hoje 500 pessoas cadastradas na Capital, quando começou o isolamento social, o número não aumentou e não foi registrado a entrada de pessoas de outro município vizinhos, talvez pela barreira feita na entrada da cidade que impede a entrada de ônibus de outros lugares e porque o terminal rodoviário está parado.

“Não temos nenhuma pessoa em situação de rua infectada com o coronavírus. Todos os dias realizamos as triagens e reforçamos os cuidados e orientações com eles na Passarela da Cidadania”, informou Maria Claudia.