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OS IMPACTOS DOS AGROTÓXICOS NA SAÚDE
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Em 3 de dezembro de 1984, o vazamento em um tanque subterrâneo na Índia, lançou ao ar 40 toneladas do gás isocianato de metila e causou o maior desastre industrial da história. Em poucas horas, morreram 8 mil pessoas e  mais 150 mil foram intoxicadas. Por conta desse episódio, a data de hoje (03/12), é o Dia Mundial de Combate aos Agrotóxicos.

O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo e foi tema do Grande Expediente na Câmara de Vereadores. A Promotora de Justiça, Greicia Malheiros da Rosa Souza, falou sobre a importância de trazer a discussão para a Casa Legislativa e ampliar o debate para mudar as leis que beneficiam o uso desses produtos: “Não é uma questão ideológica, é uma discussão baseada em pesquisas científicas”- afirma.  

O vereador Marquito (PSOL), falou do debate qualificado, a produção, distribuição e consumo de produtos orgânicos: “O consumo consciente, a longo prazo, diminui os custos com saúde, pois diminuem os casos de doenças crônicas. Queremos uma Floripa livre de agrotóxicos  e esse é o caminho, consumir de forma racional”.

Atualmente, dos 50 agrotóxicos mais consumidos aqui, 28 são proibidos em outros países. O Dr Pablo Moritz, que é membro do CIATox/SC (Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina), falou sobre os impactos na saúde pelo uso desses agroquímicos: “Maior risco de cânceres: linfomas, leucemias, câncer de mama, próstata, sistema nervoso e digestivo, além de problemas neurológicos como: prematuridade, Alzheimer, doença de Parkinson, doenças auto-imunes, alergias e resistência a antibióticos, são alguns exemplos”.

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