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CÂMARA APROVA MOÇÃO DE REPÚDIO A PROJETO QUE MUDA A NOMENCLATURA DE AGROTÓXICO PARA “DEFENSIVO PARA FITOSSANITÁRIO”
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A Câmara de Vereadores aprovou nesta segunda-feira (11/06), uma moção de repúdio subscrita por 14 parlamentares ao Projeto de Lei 6299/2002, que altera a denominação de “agrotóxico” para “defensivo fitossanitário”. A proposição autoriza a venda de alguns agrotóxicos sem receituários agronômico.

O vereador Pedrão (PP), em fala inicial na Tribuna, citou algumas alterações na proposta. “Nosso congresso é o retrato do retrocesso do Brasil. Para se ter ideia, com a aprovação da proposta nós iremos retirar a autonomia dos Estados e Municípios para criarem legislações específicas e também dos órgãos de saúde para a publicação dos dados de agrotóxicos em alimentos”.

O parlamentar Tiago Silva (MDB), reforçou que a população deve ter conhecimento sobre o que é discutido nos Poderes do Brasil. “Isso é um crime que estão fazendo contra a população. É preciso a atenção dos meios de comunicação para que a essência desse projeto seja exposta. Trata-se de uma proposta criminosa e o autor dela deveria estar preso”.

Na sequência, ao usar a Tribuna, o vereador Marquito (PSOL) apontou que tal atitude da Câmara em proporcionar o debate nesta área foi um ato de grandeza. “Estamos mostrando um posicionamento republicano e também de sensibilidade com o nosso povo.”

Maikon Costa (PSDB) apontou que a matéria é criminosa ao extremo. “O parlamento Federal está desconectado na íntegra das cidade. Eu não consigo entender como a Câmara dos Deputados consegue ir na contramão do que o mundo inteiro está combatendo”.

Por fim, o vereador Afrânio Boppré (PSOL), rotulou o ato de comer como político. “A forma de distribuição e produção é uma decisão política, pois envolve valores e juízos sobre o que é certo ou errado, tanto na saúde quanto no meio ambiente. Se não pararmos para repensar o modelo que estamos adotando e o que está pela frente nós estaremos colocando a vida como ameaça”.

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