TV Câmara

Após ouvir ex-secretários, CPI da Zona Azul decide intimar ex-prefeito de Florianópolis

quinta-feira, 8 Outubro, 2020 - 21:33

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as supostas fraudes cometidas pela Dom Parking no período em que a empresa explorou os serviços de Zona Azul em Florianópolis decidiu trazer para prestar esclarecimentos o ex-prefeito Cesar Souza Júnior sobre o papel de seus secretários no caso que gerou uma dívida milionária, hoje em disputa judicial. A convocação foi sugerida pelo relator da CPI após as três oitivas realizadas desta quinta-feira (08/10). Os depoentes foram os ex-secretários Gustavo Miroski (Administração), Edson Caporau (Fazenda) e André Rezende (Fazenda).

O requerimento foi aprovado pelos demais integrantes da comissão, mas o grupo ainda não definiu uma data para a oitiva do ex-prefeito.

As intimações de Miroski, Caporau e Rezende para depor na CPI foram solicitadas após a acareação realizada entre os ex-secretários de mobilidade urbana, Vinícius Cofferri e Valmir Piacentini, em 29 de agosto. Segundo seus relatos, eles não precisaram lidar com o processo licitatório ou outras questões técnicas ou legais relacionadas ao serviço de Zona Azul. Também alegaram que não poderiam perceber a falta de pagamentos por parte da empresa, uma vez que os valores seriam depositados na Conta Única do Poder Executivo Municipal, à qual, mesmo durante seus mandatos, não tinham acesso.

Na tarde de hoje, os parlamentares questionaram Gustavo Miroski sobre o papel da Secretaria de Administração no processo licitatório que concedeu à Dom Parking a exploração da Zona Azul. Já nos depoimentos de Edson Caporau e André Rezende, as principais questões apresentadas pela Comissão estavam relacionadas aos valores que a Dom Parking deixou de repassar ao Município.

Miroski alegou que a Secretaria Municipal de Administração apenas redigiu a peça final, utilizando informações técnicas repassadas pela Secretaria de Mobilidade. Por sua vez, Caporau e Rezende alegam que a Secretaria da Fazenda cuidava apenas das questões tributárias (ISS), sendo responsabilidade da Secretaria de Mobilidade a gestão do contrato.